Confiança no comércio cai pelo segundo mês seguido em março, segundo FGV IBRE

Divulgado nesta segunda-feira (30) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV IBRE caiu 2,7 pontos em março, alcançando 84,6 pontos, recuando pelo segundo mês consecutivo. Em médias móveis trimestrais, o recuo foi de 1,3 ponto, para 87,7 pontos.

A pesquisa mostrou que houve queda da confiança em cinco dos seis principais segmentos do setor analisados, influenciada, principalmente, pelas expectativas para os próximos meses

No menor resultado desde setembro de 2025, quando foi de 82,6 pontos, o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 4,4 pontos, atingindo o patamar de 85,1. Dentre os quesitos que compõem o índice, os resultados seguiram o mesmo sentido. O resultado do indicador que mede as perspectivas de vendas nos próximos três meses mostrou queda de 2,9 pontos, para 89,2 pontos, enquanto o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios nos próximos seis meses recuou em 5,7 pontos, para 81,6 — terceira queda consecutiva e o menor nível desde março de 2021, quando foi de 72,4 pontos.

Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) também mostrou recuo de 0,8 ponto em março, para 84,8 pontos, o menor nível desde abril de 2021. O indicador que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios atingiu 86,3 pontos ao subir 0,1, enquanto o que avalia o volume de demanda atual caiu 1,8 ponto, para 83,6 pontos — menor patamar desde junho de 2020, quando foi de 77,7 pontos.

Segundo a economista do FGV IBRE Geórgia Veloso, a confiança do comércio em março recuou pelo segundo mês consecutivo, devido, principalmente, à deterioração das expectativas puxadas pela piora nas perspectivas sobre a tendência dos negócios, que passaram a indicar pessimismo para os próximos meses. “Ao mesmo tempo, as avaliações sobre a demanda atual também se enfraqueceram, atingindo patamar próximo ao observado em 2020, reforçando o quadro de pressão sobre a confiança”, comentou.

A economista explicou que o cenário de política monetária ainda restritiva no curto prazo e de elevado endividamento das famílias fizeram com que o varejo encerrasse o primeiro trimestre de 2026 em um ambiente ainda desafiador. Ela reforça que, mesmo com a resiliência do mercado de trabalho, a renda tem sido insuficiente para aquecer a demanda no setor.

Confira aqui os resultados completos da sondagem.

 

Com informações do FGV IBRE.

Fonte: Brasil 61

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